Eu estava triste, quase desesperei-me. Através da janela de um ônibus, pude ver uma senhora baixinha e corcunda usando um vestidinho branco de um tipo de feito de coco. Era até bonito, mas estava completamente sujo. Ela é uma mendiga quem vejo sempre que estou indo ao terminal do centro. Eu estava bem aterrorizado, pensando em o que faria. E ela ali, com suas várias sacolas bem arrumadas no canto da parede do banco do estado, a esteira em que dormia estava enrolada e ela varrendo a calçada como se fosse a sala de sua casa. As pessoas passavam e ela continuava varrendo; então pensei: “é esperança! Sim, porque se varre é porque cuida do que tem; quem cuida tem esperança ao menos de não perder o que já possui. E se ela tem tanta esperança, por quê eu perderei a minha por tão pouco?”
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Precisas cuidar melhor de tuas coisas rapaz….. e sim, a esperança mesmo que na corda bamba, ressiste.